Lombardia

 

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População: 8.988.951hab

  Superfície : 23872(km²)
Capital: : Milão (MI)

Províncias-12

Comunas-1321

Milão (MI)

 138

     Bergamo (BG)

 246

  Bréscia (BS)

 205

Como (CO)

 163

     Cremona (CR)

 114

Lecco (LO)

  90

Lodi (LD 

  62

     Mantova (MN)

  62

                 Monza e Brianza (MB)

  51

Pavia (PV)

 190

   Sondrio (SO)

  78

 Varese (VA)

 141

Região de Lombardia é uma região situada no norte da Itália, com 9 milhões de habitantes e 23,854 quilômetros quadrados, cuja capital é a cidade de Milão. Tem limites ao Norte com a Suíça, a Oeste com a Região de  Piemonte, a Leste com a Região de Vêneto e com a Região de Trentino-Alto Ádige, e ao Sul com a Região de Emília-Romagna.

A mais rica, a mais desenvolvida, a mais populosa região italiana. E, justamente por isso, uma das mais surpreendentes e imprevistas para o turista que ali chegar sem saber muita coisa sobre o seu patrimônio histórico, monumental, artístico e natural. Vejamos o caso de Milão, grande cidade industrial e comercial. Aqui, tudo o que é moderno e avançado se sente em casa: da inovação tecnológica à moda, da publicidade ao design, dos modelos de vida às "experiências" políticas. Milão dita a moda. E, no entanto, por baixo de seu aspecto pesado de metrópole moderna e dinâmica, inteiramente projetada para o futuro, Milão esconde extraordinários tesouros arquitetônicos e artísticos. Resta apenas a dificuldade na escolha: do Duomoao castelo Sforzesco, do Teatro alla Scala à Pinacoteca de Brera. E no resto da Lombardia abundam esplêndidas paisagens naturais (os lagos, o Parco dello Stelvio), monumentos e obras de arte de altíssimo valor. Em Monza, em Varese, em Como, em Bergamo, em Bréscia, em Pavia, em Lodi, em Cremona, em Varese, cada época deixou a sua marca cultural e artística:nas estruturas urbanísticas, nas igrejas, nos edifícios civis. Do românico ao gótico, do renascentista ao barroco, até as mais ousadas e inovadoras soluções arquitetônicas e artísticas da modernidade e da atualidade: a Região de Lombardia ostenta um imponente patrimônio cultural e artístico. 
Desde sempre aberta a idéias, acontecimentos, gentes em contínua evolução, esta terra constitui o cerne do dinamismo, da laboriosidade, das concretas realizações.
A Lombardia, cujo nome deriva do termo medieval Longobardia, que indicava a parte da península sob domínio dos Longobardos, é a região mais populosa, e a mais industrializada, da Itália, e portanto a que passou pelas mais amplas e visíveis transformações. Seu território é delimitado a oeste pelo rio Ticino; a leste, pelo rio Mincio e o lago de Garda; ao norte, pelo Alpes; ao sul, pelo rio Pó. Do norte para o sul, distinguem-se três faixas geográficas: a alpina, na qual abre-se o vale inferior do rio Adda; a colinosa, que inclui zonas características como a Brianza com seu doce relevo, os arredores da cidade de Varese, a Franciacorta com seus renomados vinhedos e, por fim, a grande planície do Pó. A região é cortada do norte para o sul por importantes rios, como o Ticino, o Olona, o Adda, o Oglio, o Sério e o Míncio, todos eles afluentes do rio Pó, e que dão origem ao mais espetacular colar de lagos da Itália: de oeste para leste, os lagos Maggiore, de Lugano, de Como, de Iseo e de Garda.

Nesta região, desenvolveu-se uma extraordinária história urbana, pois suas cidades foram fundadas seguindo a geografia do lugar: assim, Varese, Como, Bergamo e Brescia estão localizadas no sopé dos montes; a capital Milão, no centro da planície; ao passo que Pavia, Cremona e Mantova surgiram na confluência de seus rios com o Pó.
A primeira real urbanização da região é devida aos Romanos que, segundo o seu costume, dividiram a planície em "centurias", conce dendo a posse aos privados. Hoje em dia, sinais da sua passagem permanecem tão somente nas plantas de Como, Pavia, Brescia e, em menor escala, de Milão, Cremona e Vimercate; enquanto nas áreas rurais de Cremona e Pavia são ainda reconhecíveis alguns traços das divisões em "centúrias".
Com o fim do império romano, tão vasta e rica planície ofereceu fácil passagem às invasões dos bárbaros, que sucederam-se por quase três séculos, até a vitória final dos Carolíngios (774).
A era dos Comuns (Séc. XI-XII), e as sucessivas senhorias dos Della Torre (o Torriani), nobre família milanesa longamente em luta contra os Visconti, que prevaleceram em 1277, e dos Sforza (1450), induziram transformações quase só nas cidades principais. O mesmo ocorreu com as dominações estrangeiras que, iniciadas com os Franceses, chamados pelos Sforza no fim do Quatrocentos, continuaram por via hereditária com Espanhois e Austriacos (1706): todas elas contribuindo à prosperidade da nobreza e da alta burguesia lombardas, pelo apoio às suas atividades e negócios.
Na Idade Média, surgiram aldeias rurais com a finalidade de aproximar a moradia aos locais de trabalho, resultando em uma urbanização maciça, que permaneceu no tempo como traço fundamental desta região. Na Lombardia, faltam de fato cidades fundadas ex-novo (tão importantes no Piemonte, Veneto e Toscana) porque, em cada centro que precisasse expandir-se ou fortificar-se, já preexistia um núcleo rural - frequentemente, aliás, assentado no intorno dos muitos castelos existentes.
Assim, o típico povoamento lombardo é constituido por um núcleo rural - às vezes com dimensões de pequena cidade ou de grande comunidade autônoma -, com ao redor as vilas patronais e seus jardins (construídas nas grandes propriedades a partir do Séc. XVII, quando a região unificada passou a gozar de tranquilidade política e social): o todo, posteriormente, englobado em áreas residenciais ou industriais.
Na Lombardia, permaneceram três áreas distintas entre si: aquela que esteve sujeita a Veneza (com as cidades de Bergamo, Brescia e Crema), de que guarda várias características construtivas; a da Valtellina, longa-mente unida ao suiço Cantão dos Grisões, como evidente em Chiavenna e nos outros centros do vale, que constituem uma unidade específica; e, por último, a área de Mantova que, mantida como estado autônomo sob os Gonzaga, desenvolveu uma sua própria arquitetura, que pode ser admirada, além de Mantova, em outras fabulosas cidades do ducado (em primeiro lugar, Sabbioneta, e depois Pomponesco, Castiglion dello Stiviere, Gonzaga, etc.).
O Oitocentos assistiu à primeira grande transformação industrial, com os mais variados engenhos surgindo às margens dos rios para desfrutar a energia hidráulica (típicos nesse sentido os vales dos rios Olona e Adda), ou com as primeiras fábricas construidas pela elite empreendedora, às vezes nos jardins de suas casas de campo. Desses primeiros passos, chegou-se à explosão demográfica, industrial e comercial do último meio século, causadora das profundas mudanças nas cidades e no território, que hoje presenciamos.
Desta forma, os centros históricos têm se conservado em poucas cidades maiores (como Bergamo, Pavia, Cremona, Mantova, Vigevano), e em algumas das menores (Crema, Lodi, Voghera), mas muitas jóias precisam ser garimpadas em localidades fora das rotas batidas.
Em primeiro lugar, nos vales, que melhor têm guardado o caráter original de seus povoamentos. Neste sentido, são de notável interesse todas as aldeias da Valsabbia e de muitos vales secundários da Valtellina, como, por exemplo, Spriana e suas frações (Scilironi e Malveggia), e o primitivo vilarejo de Pescarzo; enquanto Cornello dei Tasso representou nos séculos passados o típico lugar de parada ao longo de um caminho de montanha.
Também alguns centros rurais na planície conservaram intacto seu meio ambiente, como Castelponzone, na província mais agrícola da Lombardia, a de Cremona, e numerosos centros nas províncias de Mantova (como Marengo) e de Pavia (Corteolona).
Outros significativos exemplos de conservação subsistem nos povoados ao longo da costeira dos lagos, como Bellagio, no Lago Maggiore, que harmoniza o centro habitado com magníficas vilas e parques suburbanos, ou ainda Salò e Limone, no lago de Garda, com seus traços de arquitetura veneziana. Outros mais guardam aldeias de pescadores, como Pescarenico, citado por Manzoni, e hoje englobado na área urbana de Lecco, ou Mandello do Lário, com suas casas com pórticos, e Varenna. E valores ambientais estão também presentes nos burgos de Laveno, Luino, Maccagno, Monte Isola.
Outra série de pequenos centros bem conservados é constituida pelos povoados fortificados da planície, sendo que a dupla Soncino-Orzinuovi é a mais representativa do complexo sistema de fortificações levantado ao longo do rio Oglio, na fronteira com o estado de Veneza - do qual fazia parte também Chiari, na retaguarda da cidade de Brescia. Na área antigamente sob domínio de Veneza encontram-se ainda os románticos vilarejos de Castellaro Lagusello, Móniga, Padenghe, Lonato, todos eles cercados por muros de seixos; enquanto Pizzighettone é um exemplo extraordinário, ainda que pouco conhecido, de um sistema de muralhas de defesa de um dos poucos núcleos urbanos planificados.
Entre as grandes obras de fortificação podem ser também lembradas as cidadezinhas de S. Colombano, Trescore, Martinengo e Romano da Lombardia. Dois exemplos, porém, sobressaem-se: o da quatrocentista Castiglione Olona, e o da quinhentista Sabbioneta, por ambas terem sido pensadas e realizadas como pequenas senhorias autônomas.
Uma última categoria de povoados mais recentes, e muito típicos de uma região fortemente industrializada, é a das vilas operárias, entre as quais o exemplo mais notável é Crespi d'Adda. Finalmente, não podemos nos esquecer das grandes obras de saneamento do Oitocentos, nem das reformas urbanísticas da época do fascismo que, mais uma vez, porém, interessaram só as grandes cidades, não atingindo as menores. 
Economia regional 
A Lombardia é a principal zona industrial, agrícola e de serviços da Itália. Sua economia representa, sozinha, um quinto de todo o país. É um dos “Quatro Motores”da Europa, ao lado de Baden Württemberg (Alemanha), Rhône Alpes (França) e Catalunha (Espanha), em um acordo para cooperação tecnológica. Grande destaque para os setores mecânico, siderúrgico, químico e farmacêutico. 
A indústria têxtil tem importância histórica no desenvolvimento da região. Decoração e moda fizeram de Milano a capital mundial do design. O turismo é importante para a economia local, impulsionado pelos negócios e congressos. O setor terciário apresenta importante papel para o comércio e os serviços, em particular na área financeira. Milano possui uma das mais importantes bolsas de valores européias. 
A Lombardia também é líder italiana em pesquisa e ensino. Possui o maior número de universidades, o que permitiu o desenvolvimentos de diversos pólos tecnológicos na região. Vale destacar os de eletrônica e química industrial do Politecnico di Milano e o laboratório para aplicação industrial de plasma da Università di Milano. Por fim, o pólo fierístico de Milano é um dos principais da Europa. 
Turismo 
A mais rica, a mais desenvolvida, a mais populosa região italiana. E, justamente por isso, uma das mais surpreendentes e imprevistas para o turista que ali chegar sem saber muita coisa sobre o seu patrimônio histórico, monumental, artístico e natural. 
Vejamos o caso de Milano, grande cidade industrial e comercial. Aqui, tudo o que é moderno e avançado se sente em casa. Da inovação tecnológica à moda, da publicidade ao design, dos modelos de vida às experiências políticas. Milano dita a moda. 
E, no entanto, por baixo de seu aspecto pesado de metrópole moderna e dinâmica, inteiramente projetada para o futuro, Milano esconde extraordinários tesouros arquitetônicos e artísticos. Resta apenas a dificuldade na escolha. Do Duomo ao castelo Sforzesco, do Teatro alla Scala à Pinacoteca de Brera.

 

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