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População: 4.300.000 hab
Superfície: 25.399 km²
Capital: Turim (TO)
| Províncias-8 | Comunas-1210 |
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Turim (TO) |
315 |
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Alexandria (AL) |
190 |
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Asti (AT) |
120 |
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Biella (BI) |
82 |
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Cuneo (CN) |
250 |
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Novara (NO) |
90 |
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Verbano Cusio Ossola (VB) |
77 |
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Vercelli (VC) |
86 |
Turim, capital da Região de Piemonte, tem fama de cidade mágica. E só pode ser mágica uma cidade que é considerada capital da grande indústria italiana (aqui fica a sede da FIAT, uma das maiores indústrias automobilísticas do mundo), também é um dos centros de maior atração turística da Itália. Não por acaso, naturalmente. Em Turim, no Duomo da cidade, é guardado o Santo Sudário, o antigo lençol de linho em que, segundo a tradição, foi envolvido o corpo de Cristo ao descer da Cruz. Encontra-se em Turim o Museu Egípcio, que conta com uma extraordinária coleção de arte do Antigo Egito, e a Galeria Sabauda, rica em obras-primas de grandes artistas europeus. Em Turim, enfim, acham-se alguns grandes testemunhos monumentais do papel de protagonista que o Piemonte teve na história italiana dos últimos séculos, como sede da Casa de Sabóia (a dinastia que reinou na Itália até 1946) e primeira capital do Reino da Itália: Palazzo Reale, Palazzo Madama, a Mole Antonelliana, a Villa Reale de Stupinigi. São também numerosos no resto do Piemonte, nas cidades e províncias de Novara, Vercelli, Cuneo, Alessandria, Asti,os testemunhos monumentais, civis e religiosos do passado: fortalezas, basílicas, conventos.Em número grande demais para que deles apresentemos só poucos exemplos.
Esplêndidos e variados os cenários naturais: montanhas, vales, colinas (são famosas as Langhe, que servem de ambiente para muitas narrações de Cesare Pavese e Beppe Fenoglio, famosos escritores do Piemonte), lagos (Maggiore, d'Orta, de Viverone), o Parque Nacional da Valgrande. É rica e de prestígio a tradição gastronômica vinícola (são do Piemonte alguns dos grandes vinhos italianos).
A Região de Piemonte é uma região situada no Norte da Itália, com 4,3 millhões de habitantes, cuja capital é Turim. Tem limites a Oeste com a França (Região Ródano-Alpes e Provença-Alpes-Costa Azzurra), a Noroeste com a Região de Valle d'Aosta, ao Norte com a Suíça (Cantões Vallese e Ticino), a Leste com a Região de Lombardia, a Sudeste com a Região de Emilia-Romana e ao Sul com a Região de Liguria.
Os grandes passos dos Alpes, o doce perfil das colinas, a vasta planície, fazem desta região um extraordinário lugar de encontro de história, tradições, indústria.
A região abrange a espetacular cordilheira dos Alpes ocidentais - com os maciços do Monte Bianco, Monte Rosa e Monte Cervino -, a parte inicial da extensa planície do rio Pó e seus afluentes, e um amplo arco que, seguindo de Cuneo para Turim e Novara, delimita uma esplêndida área de colinas: os Langhe e o Monferrato. Numerosas são as bacias lacustres, muitas delas de origem glacial, as mais extensas das quais são as do Lago Maggiore, na divisa com a Lombardia, e o Lago de Orta, na província de Novara.
O Piemonte é terra de tradições camponesas, com arrozais a perder de vista na planície, ao passo que as encostas das colinas são plantadas com vinhedos, e as montanhas, cobertas de bosques, oferecem ricos pastos.
Como sempre, os caprichos da geografia ditaram aqui também o desenvolvimento da região, compreendendo-se assim por que as áreas na planície gozaram de ininterrupto progresso, enquanto os vales nas colinas e nas montanhas, por mais isolados, permaneceram alheios e fortemente apegados às suas tradições.
O fato da potência de Roma ter conseguido penetrar também nesses íngremes vales, é atestado por vários restos arqueológicos, mormente em cidades como Turim e Susa.
Porém, o primeiro grande período de urbanização ocorreu na Idade Média. Dessa época, o Piemonte guarda uma extraordinária variedade de exemplos: dos "ricetti" - recintos fortificados usados como defesa contra as incursões Candelo e muitos outros) encontrados só nesta região -, a centros antigos, alguns muito conhecidos, como Avigliana, outros de menor importância mas, mesmo assim, significativos, como Ceva, Visone, Carmagnola, Cuorgnè, caracterizados por moradias com pórticos baixos, e construções simples, às vezes toscas.
É digno de nota, no Piemonte, o florescer de novas cidades medievais (Séc. XI - XIII), freqüentemente reconhecíveis por nomes como Villanova, Villafranca, Castelfranco, todas elas apresentando o mesmo traçado de ruas perpendiculares, com a rua principal ou a praça (como em Crescentino), ou dotadas de pórticos (como em Borgomanero e Nizza Monferrato).
A Idade Média foi também a época da difusão de residências em castelos, que espalharam-se às dezenas pelos cantos do Piemonte, e deram muitas vezes origem a aldeias ao seu redor.
O segundo período áureo da história urbanística do Piemonte situa-se entre o Quinhentos e o Seiscentos, época em que os arquitetos da nobre casa de Castellamonte remodelaram repetidamente o centro de Turim, com o seu traçado viário em linhas retas - herança dos Romanos que, desde a denominação dada às tribos ali estabelecidas, os Galos Taurinos, a fundaram como acampamento militar com o nome de Augusta Taurinorum.
Reconstruiram-se ao mesmo tempo numerosas cintas de muralhas, a fim de adapta-las à introdução das armas de fogo. O colossal empreendimento interessou Cherasco, Casale Monferrato, Cuneo, Novara, Vercelli, etc., que tornaram-se poderosas cidadelas fortificadas.
Fortificaram-se também os limites, fundamentais para a posse da região, em alguns casos também com cintas de muralhas, como em Vinadio, no Vale Stura, e Fenestrelle, no Val Chisone; em outros, por meio de grandiosas fortalezas isoladas, como a de Exilles, no Vale de Susa.
É o triunfo do Barroco, uma época extraordinária da arquitetura piemontesa, representada por alguns dos mais criativos arquitetos italianos - entre os quais sobressaiu-se o siciliano Filippo Juvarra -, que deixaram obras-primas em Superga, Mondovì, Biella, Saluzzo e Bra. Do mesmo peíodo é a inovação - tipicamente barroca - dos Sacros Montes (na Itália, só encontrados no Piemonte e na Lombardia): complexos formados por muitas capelas cujo projeto levava em conta o paisagismo do local, encontrados em Orta, Arona (este, inacabado), Crea, Varallo.
O Oitocentos e Novecentos trouxeram novas exigências, como a de concentrar as massas operárias perto dos locais de trabalho, seja agrícola ou industrial, como na primeira vila operária de Collegno, e em Domodossola.
Por sua vez, as aldeias nos vales, mormente dos Alpes, mantiveram um padrão autônomo de desenvolvimento, podendo-se afirmar que cada vale possui um jeito próprio de construir. Temos assim as casas decoradas por pinturas do Vale Vigezzo, ou dos vales na província de Cuneo; aquelas com mais andares do Val Chiusella; as casas todas em pedra do Val Pellice, e as de madeira do Val Vinadio.
Entre as muitíssimas aldeias de cada vale, sugerimos conhecer pelo menos Vogogna, Craveggia, Alagna Valsesia e Varallo; enquanto, entre os exemplos de arquitetura autóctone, um lugar à parte merece a Ilha dos Pescadores, no Lago Maggiore.
Finalmente, devemos lembrar a experiência única do centro Olivetti de Ivrea, um marco do nosso tempo, como moderna interpretação das vilas operárias do passado.
Economia regional
O Piemonte é uma regiões italianas mais desenvolvidas economicamente. Sua capital, Torino, é sede da mais conhecida indústria do país, a FIAT. A cidade foi alvo de migração de todos os pontos da nação, na época do boom econômico, em que necessitava de mão-de-obra.
Além de Torino, a atividade industrial também é bastante desenvolvida em outras cidades. Há pólos industriais em Ivrea (eletrônica), Biellese (têxtil), Novara (química e gráfica) e Ossola (siderúrgica e mecânica). Está em ascensão o setor terciário, graças à boa comunicação rodoviária com a Ligúria.
Uma atividade que tem aumentado consideravelmente nos últimos anos é a enogastronomia. O desenvolvimento de tecnologias também apresenta crescimento acelerado. Favorecido pela sinergia entre os mundos industrial e acadêmico, testemunhou o nascimento de importantes pólos de pesquisa. Entre os principais estão o Instituto de Alta Tecnologia Donegani, em Novara, e o Instituto de Eletrônica e Engenharia da Informação do Conselho Nacional de Pesquisa, em Torino.
Turismo
Torino, capital do Piemonte, tem fama de cidade mágica. E só pode ser mágica uma cidade que, considerada capital da grande indústria italiana, onde fica a sede da FIAT, uma das maiores indústrias automobilísticas do mondo, seja também um dos centros de maior atração turística da Itália.
Não por acaso, naturalmente. Em Torino, no Duomo da cidade, é guardado o Santo Sudário, o antigo lençol de linho em que, segundo a tradição, foi envolvido o corpo de Cristo ao descer da Cruz. Encontram-se em Torino o Museu Egípcio, que conta com uma extraordinária coleção de arte do Antigo Egito, e a Galeria Sabauda, rica em obras-primas de grandes artistas europeus.
Em Torino acha-se alguns grandes testemunhos monumentais do papel de protagonista que o Piemonte teve na história italiana dos últimos séculos. Há a sede da Casa de Sabóia, a dinastia que reinou na Itália até 1946, e primeira capital do Reino da Itália.
No resto do Piemonte, nas cidades e províncias de Novara, Vercelli, Cuneo, Alessandria e Asti, são numerosos os testemunhos monumentais, civis e religiosos do passado. Há fortalezas, basílicas, conventos, em número grande demais para que deles apresentemos só poucos exemplos.
Esplêndidos e variados são também os cenários naturais. montanhas, vales, colinas (sãofamosas as Langhe, que servem de ambiente para muitas narrações de Cesare Pavese eBeppe Fenoglio, famosos escritores do Piemonte), lagos (Maggiore, d'Orta, de Viverone), o Parque Nacional da Valgrande. É rica e cheia de prestígio a tradição gastronômica e vinícola. São do Piemonte alguns dos grandes vinhos italianos.
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