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População : 4.469.156hab
Superfície : 18364 km2
Capital : Veneza (VE)
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Províncias-7 |
Comunas-580 |
A Região de Vêneto é uma região do Norte da Itália com 4,5 milhões de habitantes, cuja capital é a cidade de Veneza. Tem limites a Leste com aRegião de Friuli-Venezia Giulia e o Mar Adriático(Golfo de Veneza), ao Norte com a Áustria (Tirol e Caríntia), a Noroeste com a Região de Trentino-Alto Ádige, a Oeste com a Região de Lombardia, ao Sul com a Região de Emília-Romana .
Você diz Vêneto e pensa Veneza. Piazza San Marco, a grande laguna, as gôndolas no Canal Grande, a Ponte dei Sospiri, o Carnaval desenfreado, os grandiosos monumentos arquitetônicos, as obras-primas de Arte, os suntuosos palácios, a magia das"calli", o Festival Internacional de Cinema, a Bienal de arte, o Teatro della Fenice,as universidades de prestígio, os muitos sinais do esplendor e da riqueza faustuosa de uma potência marítima que dominou o Mediterrâneo durante cinco séculos.Mas o Vêneto não é só Veneza, e a natureza veneta não é só mar.A montanha veneta exprime cenários de rara beleza. As Dolomitas vistas de Cortina d'Ampezzo, famoso local turístico na Província de Belluno,são um espetáculo grandioso. E toda a área do delta do Rio Pó, na Província de Rovigo, é algo único do ponto de vista ambiental, de excepcional interesse naturalístico. Em Padova, cidade antiga e culta, a majestosa Basílica que guarda as relíquias de Santo Antônio atrai a cada ano milhões de peregrinos. É grande também a atração exercida pelas Ville Palladiane, assim chamadas pelo nome de seu autor, o grande arquiteto Andrea Palladio, que, no século XVI,projetou e realizou edifícios que ainda hoje provocam admiração e espanto pela sua beleza harmoniosa, como a Rotonda de Vicenza. Em Verona, a cidade imortalizada por Shakespeare em Romeu e Julieta, uma noite de ópera na Arena é um programa obrigatório no verão.
O Veneto é uma região diversa, caracterizada de uma fértil planície, uma tranquila paisagem com muitos lagos, à faixa pré-alpina, com o lago de Garda e um notável pedaço dos Alpes (Dolomiche e Carniche). Os Dolomiti, em particular, constituem o grupo montanhoso mais famoso e deslumbrante de toda a cadeia alpina.
Os primeiros habitantes da região, os venezianos, que lhes deram o nome, foram representantes de uma civilização evoluída e aberta ao comércio e ao escambo. Os romanos, sussecivamente, estenderam o escambo, reforçando a comunicação por terra e fluviais. Com as invasões bárbaras (fim do sáculo IV e início do V) teve início um período de estagnação econômica e a região foi reduzida à uma área de passagem. Particularmente duro foi o resultado da invasão longobarda, que devastou as cidades e dividiu o território e a população: a terra firme vem de fato conquistada da Lombardia, entre a lagoa rasa, de posse bizantina. Os numerosos duques e os senhores feudais acentuaram a divisão da terra veneta, que começou a ressurgir na época, com o impulso do fervor empreendedor e libertador das classes emergentes das cidades.
Este desenvolvimento teve seu ápice no século XIII, para redimensionar-se com o advento dos grande senhores (os Scaligeri de Verona, os Carraresi de Padova, os Estensi de Ferrara e os Caminesi de Treviso). Os ambiciosos projetos espansionistas das diversas famílias senhoras, de fato, da região o campo de encontro dos opostos imperialismos e determinaram a intervenção da Serenissima, repocupada com um eventual acercamento ao redor dos limites de sua terras. Teve assim início o domíno veneziano (séculos XV-XVIII), que se um lado mantém uma notável disparidade entre o centro do poder (Venezia) e a provícia, de outro realizou importantes obras públicas seja no campo das edificações, seja no sistema hidráulico e rodoviário.
Depois da empreitada napoliônica, o Veneto foi englobado, junto com a Lombardia, ao Império Austríaco, que lhes impunha um governo opressivo. Notáveis furores levaram esta região à revolução de ressurgimento, até sua libertação qua aconteceu em 1866.
A urbanização do Veneto resultou em um notável impulso, sobretudo da época romana em diante, em relação à rede fluvial bem utilizada para navegação (Tagliamento-Livenza-Piave-Brenta-Adige) e ao eficiente sistema rodoviário (via Anicia-via Popolia-via Emilia-via Aurelia-via Claudia Augusta-via Postumia). Se desenvolveram importantes centros como Altino, Verona, Vicenza, Padova e Treviso, que ainda conservam testemunhos daquele antigo explendor.
Aos romanos se deve, entre outras coisas, os benefícios e a planificação das planícies, cheia de pântanos e brejos desde os tempos mais antigos.
Um aspecto peculiar do sistema territorial do Veneto é a importância atribuída aos rios como elementos de coligação para uma parte da região, podendo ser propriamente chamados de "civilização fluvial". O andamento dos cursos das águas e boa navegabilidade constituíram pontos-chave para o desenvolvimento de uma série de "centros-empórios" (Portogruaro-Oderzo-Concordia-Monselice ecc.) nascidos e crescidos sob o domínio de Roma.
No Alto Medioevo, as invasões dos bárbaros causaram o êxodo dos habitantes destes centros de marcado, que procuraram refúgio em costas ou em lagoas isoladas. Se expandiram assim zonas residenciais como Caorle, Chioggia e sobretudo fundaram Veneza. Mais tarde, com o fim do século IX, se verificou vice-versa um fenômeno de construções de castelos e fortificação no interior do território.: à fuga, preferiu-se fazer obras de reforço para a defesa dos habitantes por meio de muros e torres. O desenvolvimento das comunidades, acentuou a força das cintas de muros, que deram origem a fundação de alguns "burgos livres" com funções exclusivamente militares: Cittadella, posto avançado de Padova, e Castelfranco, fortaleza de Treviso, constituem os exemplos mais significativos. Paralelamente, por inciativa de Verona, com os Scaligeri, determinam a formação de numerosos castelos defensivos, distribuídos pelos pontos extremos do território, em particular na zona do lago de Garda, como Malcesine, Sirmione, Lazise e Riva.
Padova também se preocupou em munir seus centros ao sul das colinas Euganei (Este, Monselice e Montaganana).
O domínio de Veneza inaugurou uma nova página na história da urbanização da região, sobretudo em combate ao perigo turco que infestava os mares e suas bases mercantis, obrigando-os voltar suas atenções a terra firme. Nas províncias, palácios e templos vinham sendo construidos segundo modelos do particular estilo veneziano: la Serenissima imprimia assim sua marca à terra conquistada. O território era composto, entre outras coisas, de grandes vilas, residências de campo dos patrícios venezianos, um tempo dedicadas ao comércio e em seguida interessados ao desfrute do que as terras tinham a oferecer. O arquiteto Andrea Palladio achou melhor que cada um dos outros, construir um tipo de vila que pudesse atender a duas funções, o de feitoria e o de habitação que representasse o status social de seu proprietário. Entre os melhores exemplos lembramos Villa Emo em Fazolo, Villa Barbaro em Maser, a Rotonda próxima à Vicenza e a malcontenta próxima à Mira.
Alguns centros históricos citados a seguir oferecem um quadro de características salientes desta explêndida região: e assim temos Badoere, que é um exemplo de uma cultura legada à uma vila, que neste caso propagou-se pelas proximidades e por si só a um país inteiro. Caorle, Chioggia e Curano exemplificam o tipo de cidade situadas à beira de lagoas com as casas vivamente coloridas, compridas cumeeiras e veredas.
Castelfranco, Cittadela e Montagna têm os melhores resultados da urbanística militar medieval, com a greométrica regularidade de suas fundações. Soave e Malcesine representam os castelos scaligeri, pondo-se em harmonioso convívio entre as antigas fortalezas e as habitações. Estas, Monselice e Arquà Petrarca são atraentes centros das colinas Euganei. Vittorio Veneto, Conegliano, Portogruaro e Portobuffolé constituem quatro exemplos de centros comerciais fluviais, caracterizados de um subseguidos de belas palacetes do tipo veneziano, frequentemente pórticos.
Asolo, Feltre e Bassano de Grapa, são três obras-primas do ponto de vista histórico-astístico, cada uma em sua própria fisionomia: Asolo armoniosa e panorâmica, Feltre renascentista e montanhesa, Bassano colorida e vivaz.
Economia regional
A economia do Veneto se baseia em sua atividade industrial. É considerado um dos motores da Itália. Nos últimos anos, vários setores apresentam resultados importantes, em especial os de calçados, ourivesaria, marmoraria e peleteria.
O pólo Mestre-Marghera é o principal ponto de apoio, mas há também uma boa variedade de pequenas e médias empresas, predominantemente do setor mecânico, na área que engloba Vicenza, Venezia e Treviso. O setor terciário também tem apresentado significativa ascensão.
A agricultura também constitui uma das atividades tradicionalmente ligadas ao Veneto. Apresenta números abaixo do desempenho industrial, mas é dotada de um considerável desenvolvimento e não pode ser descartado como um dos principais aspectos econômicos da região.
Línguas
Na região do Vêneto é falada, além do italiano, a língua vêneta ou vêneto, também falado no Brasil, conhecido igualmente como talian, nas zonas vinícolas do Rio Grande do Sul.
História
A região do Vêneto é habitada desde a pré-história. A história dessa região faz parte da história da vasta região do Nordeste da Itália, situada entre os confins do Mar Adriático e a cadeia dos Alpes Orientais, que compreende Trentino-Alto Ádige, Vêneto e Friuli-Venezia Giulia.
Em época histórica a partir do século I a.C. fez parte do Império Romano como Regio X Venetia et Histria.
Depois da queda do Império Romano, foi invadida por diversos povos bárbaros (godos, hérulos, hunos e lombardos). Esta última invasão é descrita por Paolo Diacono na sua Historia Langobardorum. Entre o século VI e VIII ocorreu uma divisão sempre mais nítida entre o Vêneto interno, sob o domínio lombardo e a Veneza marítima dependente do Império Bizantino e do exarcado de Ravenna. Grande parte da população e as autoridades religiosas se transferiram das cidades do interior aos centros lagunares (Grado, Torcello, Caorle, Malamocco e Civitas Nova ou Heraclea). Com a conquista lombarda de Ravena na metade do século VIII, o território lagunar adquire uma crescente independência do Império Bizantino do qual permanece formalmente dependente. Com a transferência da sede do duque bizantino de Civitas Nova, sobre a terra firme, a Malamocco, nas ilhas lagunares, e depois, no início do século VIII, a "Rivoalto" (atual Rialto), originou-se a cidade de Veneza.
za, graças à imensa fortuna arrecadada através do comércio marítimo e terrestre com todo o mundo então conhecido, torna-se a mais potente das quatro Repúblicas Marítimas da península itálica, que tinham o domínio comercial das rotas do mar Mediterrâneo. Expandindo seu domínio aos territórios circundantes, em torno de 1400 constituiu um Estado, a Sereníssima República de Veneza, cujos confins se estendiam além daqueles da antiga região romana, compreendendo parte da Lombardia, da Ístria, da Dalmácia, e vários territórios no ultramar.
Ao fim do século XVIII, a Sereníssima República, agora em declínio, foi invadida por Napoleão Bonaparte e cedida, em troca da Bélgica, à Áustria. A república foi dividida em muitas partes pela Áustria, partes estas que se tornaram províncias do Império Austríaco. O governo austríaco foi em geral benévolo, com administração eficiente e honesta, buscando realizar certos benefícios aos seus súditos, mas não muito liberal. A parte correspondente à atual região do Vêneto permanece assim por cerca de 60 anos, como parte do Reino Lombardo-Vêneto, sob domínio do Império Austríaco. Participou do movimento do risorgimento com a heróica rebelião de Veneza de 1848-1849.
Em seguida à guerra Austro-Prussiana de 1866, após a Batalha de Sadowa, a Áustria teve que ceder o Vêneto a Napoleão III. O tratado de Paz de Viena, firmado em em 3 de outubro de 1866, dispunha textualmente que a cessão do Vêneto (com Mântua e Údine) deveria ser sob reserva do consenso da população devidamente consultada. Napoleão III procedeu à organização de um plebiscito, em obediência ao tratado, porém foi sujeito a forte pressão por parte da Casa de Savóia a ceder o controle do território antes mesmo da organização do plebiscito. O conde de Gramont, governante provisório do território, mais Mântova e Pordenone-Údine, buscou respeitar o acordo. A pressão da casa de Savóia foi tal que Napoleão II ordenou ao conde de Gramont que ser retirasse e deixasse o Vêneto ser ocupado pelas tropas do Reino da Itália. Assim o plebiscito foi organizado pela casa de Savóia, que o organizou de modo a não deixar opção aos venezianos, que perderam assim o último espaço de autonomia e liberdade. O plebiscito era necessário para formalizar, segundo os acordos precedentes à guerra, a já prevista anexação do Vêneto ao Reino de Itália. O acesso ao voto, como em outros plebiscitos da época (por exemplo naquele para anexação de Nice à França), excluía as mulheres e foi limitado pelo censo: interessou portanto somente a uma minoria da população (menos de 650.000 votantes sobre um total de 2.603.009 residentes). O resultado (646.789 sim; 69 não; 567 votos nulos), diz respeito à absoluta falta de segredo da votação no voto e de transparência nas conseqüentes operações de escrutínio. Desta maneira, o resultado militar do Reino da Itália na terceira guerra de independência se transformou em um sucesso político para a casa de Savóia.
O domínio da casa de Savóia não foi profícuo sob o aspecto econômico: a pressão fiscal maior do que a austríaca, os serviços inferiores, e a burocracia menos eficiente que a burocracia austríaca.
À perda do mercado da Europa Central seguiu-se um período de crise econômica. Depois da anexação ao Reino de Itália e até a Primeira Guerra Mundial houve uma intensa emigração do Vêneto, particularmente para Argentina, Brasil e Uruguai. Durante a Primeira Guerra Mundial, parte do território sofreu graves danos.
O fenômeno da emigração continuou logo o pós-guerra, dirigido principalmente aos países da América Latina que tinham recebido as ondas migratórias anteriores precedentes do Vêneto. Esta nova onda migratória foi um pouco melhor organizada.
A Segunda Guerra Mundial trouxe novas destruições, sobretudo por causa dos bombardeios aéreos (particularmente aquele que arrasou grande parte de Treviso).
Terminada a guerra houve nova onda migratória para Argentina, Uruguai, Brasil, Venezuela, Colômbia, Estados Unidos, Canadá e Austrália. Houve também fluxos migratórios mais breves a Bélgica, França e Alemanha. Calcula-se que existam no mundo cerca de 9 milhões de oriundos do Vêneto.
A partir dos anos oitenta a emigração se exauriu e, desde então, o Vêneto se tornou terra de imigração. Muitos dos novos migrantes são, em realidade, cidadãos italianos, emigrados durante os anos duros, que retornam a seu país; embora esses falem uma versão de seu dialeto mais arcaica que a agora utilizada no Vêneto. Nas últimos eleições, os cidadãos italianos residentes no exterior puderam votar.
O imponente aumento do nível médio de instrução escolar no Vêneto criou uma consistente sub-ocupação intelectual, com trabalhos provisórios inadequados a muitos jovens formados, que não encontram mais muito trabalho. Surgiu o fenômeno de uma certa desocupação na categoria culta e de uma certa necessidade de imigração para alguns trabalhos simples.
| Veja mais: |
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https://www.regione.veneto.it/channels
https://www.venetolife.it/musei/musei-naturalistici.html |
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Catedral de São Marcos (Basilica di San Marco) |
A Basílica de São Marcos (Basilica di San Marco, em italiano) é a mais famosa das igrejas de Veneza, Itália, e um dos melhores exemplos da arquitetura bizantina. Localizada na Praça de São Marcos (Piazza di San Marco), ao lado do Palácio dos Doges, a basílica é a sede da arquidiocese católica romana de Veneza desde 1807.
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A primeira igreja construída no local foi um edifício temporário no Palácio dos Doges, construído em 828, quando mercadores venezianos adquiriram de Alexandria as supostas relíquias de São Marcos Evangelista. Em 832, um novo edifício foi erguido, no local da atual basílica; esta igreja foi incendiada durante uma rebelião em 976, reconstruída em 978 e, mais uma vez, em 1063, no que viria a ser a base do atual edifício.
Embora a estrutura básica do edifício tenha sido pouco alterada, sua decoração mudou muito ao longo do tempo. Cada século contribuiu para o seu adorno, especialmente o s. XIV, e era raro um navio veneziano voltar do oriente sem trazer uma coluna, capitéis ou frisos retirados de algum edifício antigo e destinados à igreja. Aos poucos, a alvenaria exterior de tijolos foi recoberta com mármores e outros elementos, alguns mais antigos que o próprio prédio. Uma nova fachada foi erguida e os domos foram cobertos com estruturas mais altas em madeira, de modo a tornar o conjunto mais harmônico com o novo estilo gótico do Palácio dos Doges.
Por dentro, as paredes foram recobertas com mosaicos, numa mistura dos estilos bizantino e gótico; o piso, do século XII, é uma mistura de mosaico e mármore em padrões geométricos e desenhos de animais. Os mosaicos contêm ouro, bronze e uma grande variedade de pedras.
Os Cavalos de São Marcos foram acrescentados à basílica em torno de 1254. São obra da Antigüidade Clássica; alguns crêem que antes adornaram o Arco de Trajano. Foram enviados para Veneza em 1204 pelo Doge Enrico Dandolo, como parte do saque de Constantinopla na Quarta Cruzada. Foram retirados por Napoleão em 1797 mas devolvidos à basílica em 1815, onde permaneceram até os anos 1990. Encontram-se atualmente numa sala de exposições, havendo sido substituídos por réplicas em fibra de vidro.
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Cobertura da Basílica |
A basílica vista da Praça de São Marcos. |